Texto de David Hume
David Hume
Nada mais surpreendente do que ver com que facilidade a maioria é governada pela minoria.
É observar ao longo da história a submissão implícita com que os homens sujeitam seus sentimentos e paixões aos de seus governantes.
De que modo se realiza esse prodígio?
Como são os governados que detêm a fôrça (apenas eles, a maioria, não sabem disso!).
Os governantes nada têm por respaldo senão a opinião pública.
É somente na opinião pública que se fundamentam os governos, desde os mais despóticos e militarizados até os mais liberais e populares.
Não é, por isso, estranho o quanto mentem os poderosos com a ajuda dos meios de comunicação.
Sobre o(a) autor(a):
Nascido na Escócia em 1711 - 1776.
Um dos mais célebres filósofos da Época Moderna.
Grande amigo de Adam Smith e Jean Jacques Rousseau.
Fez sua despojada autobiografia, publicada postumamente.
2 comentários:
Apesar de popular, concordo com em parte com Jean Rousseau, em sua frase: “O homem é fruto do meio em que vive...” Pois, nascemos e nos desenvolvemos em espaços - pré definidos devido ao “lócus” social. O que faz com que os indivíduos sejam racionalmente limitados; tal afirmação, não concerne ao tipo nem ao nível de acesso a educação (esse é outro ponto). O conhecimento é limitado, creio eu, por elementos intrínsecos a personalidade mais profunda de uma pessoal – parte da personalidade que não é moldada pelo meio – e pelo ambiente.
Racionalmente, o meio pode influenciar o homem, mas não é o fator determinante. Pois, o homem pode rebelar-se contra o “sistema natural” – meio. Mas, o real delimitador do conhecimento do homem é o próprio eu, consubstanciado pelo espaço em que o mesmo relaciona-se.
Enquanto espaço, o acesso à informação e a forma como tal informação se transforma em conhecimento, não é livre e possui um custo; bem como as informações são imperfeitas e incompletas – o que leva a um ambiente de incerteza e por conseqüência limitada. Sendo assim, o conhecimento individual é delimitado e selecionado pelos gostos particulares e pelas necessidades diárias (trabalho, relacionamento, do próprio conhecimento).
Logo, o fato da indolência para com alguns elementos do cotidiano, traz a tona o discurso de os meios de comunicação, delineiam o conhecimento do homem. Quando na verdade é o próprio homem que delimita e deforma a informação que ao ser processada pela personalidade, se transforma em um conhecimento pró-ativo ou não.
Tentar definir pre-existencia ou pré-definição para o saber "racional", isso eu acho limitado. O homem e cognooscente, influencia e influenciado, não há meio ou realidade em que se vive mas somente impressões do que se tem por realidade. Os indivíduos são disciplinados a conhecer o que se quer, o que se acha interessante. Personalidade intríseca não creio que possa existir, pois o próprio Freud afirmava que a personalidade é uma conjunção, uma troca, uma interação entre o eu e o outro. O eu, como real limitador do conhecimento também é evasivo porque aprendemos segundo a experiencia do outro, e é em grande medida por esse motivo que nossos instintos, nossas formas de agir são mais tênues que as dos demais seres vivos, que não precisam de provimento do outro para serem capaz. Quanto às maneiras midiáticas de absorver isso não passa de gostos, de sabores experimentados que podem ou não serem admitidos.
Creio que conhecer precede de forma a um caledoscópio, as visões divididas, correlacionadas reagruapdas e correlacionadas.
O saber não é perfeito nem completo, nem nuca pode ser pois, no saber não hã certo, errado, perfeito ou imperfeito. A historicidade e as relações temporais que os homens estabelecem entre si, informam suas capacidades. A ciencia, como diz Popper e Prygoggine é o ato de falseamento do discurso que se pretende verdadeiro. Verdade é opinião, Falsear e um ato cientifico.
Continuemos esse debate
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