Texto de David Hume
David Hume
Nada mais surpreendente do que ver com que facilidade a maioria é governada pela minoria.
É observar ao longo da história a submissão implícita com que os homens sujeitam seus sentimentos e paixões aos de seus governantes.
De que modo se realiza esse prodígio?
Como são os governados que detêm a fôrça (apenas eles, a maioria, não sabem disso!).
Os governantes nada têm por respaldo senão a opinião pública.
É somente na opinião pública que se fundamentam os governos, desde os mais despóticos e militarizados até os mais liberais e populares.
Não é, por isso, estranho o quanto mentem os poderosos com a ajuda dos meios de comunicação.
Sobre o(a) autor(a):
Nascido na Escócia em 1711 - 1776.
Um dos mais célebres filósofos da Época Moderna.
Grande amigo de Adam Smith e Jean Jacques Rousseau.
Fez sua despojada autobiografia, publicada postumamente.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Reflexão Primeira - É possível conhecer o AMOR?
Amor...
Clarice Lispector
Amor é quando é concedido participar
um pouco mais.
Amor é a grande desilusão
de tudo mais.
Amor é finalmente
a pobreza.
Amor é não ter
inclusive amor
É a desilusão
do que se pensava
que era amor.
Amor não é prêmio
por isso não envaidece.
Não entendo
Clarice Lispector
Não Entendo
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
A escritora nasceu na Ucrânia, mas viveu no Brasil desde os dois meses de idade. Suas obras mais famosas incluem Laços de Família, A Paixão Segundo G.H. e A Hora da Estrela. Nos textos, Clarice explora a solidão e a incomunicabilidade humana.
Ver mais em http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=390
Clarice Lispector
Amor é quando é concedido participar
um pouco mais.
Amor é a grande desilusão
de tudo mais.
Amor é finalmente
a pobreza.
Amor é não ter
inclusive amor
É a desilusão
do que se pensava
que era amor.
Amor não é prêmio
por isso não envaidece.
Não entendo
Clarice Lispector
Não Entendo
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
A escritora nasceu na Ucrânia, mas viveu no Brasil desde os dois meses de idade. Suas obras mais famosas incluem Laços de Família, A Paixão Segundo G.H. e A Hora da Estrela. Nos textos, Clarice explora a solidão e a incomunicabilidade humana.
Ver mais em http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=390
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